Otubo, o agente secreto 

Esse sonho eu preciso escrever antes que eu esqueça. Faz um tempinho já que o tive.

Eu era um agente secreto, desses que usam sobretudo, chapéu e rayban. A minha missão era resgatar um milionário refém em sua própria casa. Uma casa enorme, um jardim enorme, muros altos separando a riqueza dele do resto. Ok, eu tinha primeiro que pular o muro. Mas era alto demais! Subi num posto e com muito custo passei pro lado de dentro da casa, direto no jardim.

Lembro que o sol batia na graminha, era de tardezinha. Aquele lirismo desnecessário todo.

O fato é que eu cheguei pela entrada principal. Não tinha ninguém… Tudo muito quieto. Ainda da porta eu conseguia ver uma escada – dessas de filme dos Estados Unidos – que vão pro segundo andar onde tem os quartos. Preciso me esconder – pensei. Sai correndo na ponta dos pés e subi as escadas. Já no segundo andar eu vou direto pro quarto do tal milionário. Quarto bem default, só me lembro da cama e da sacada. A sacada – e essa eu preciso explicar – tinha uma vista pro jardim e logo abaixo dela tinha o telhado do hall de entrada.

Passos nas escadas! Saí correndo, pulei a janela e fiquei em baixo da sacada apoiado em cima do telhado. Quetinho. Uns capangas entraram com o milionário amordaçado. Respirei, abri meu notebook, “Aqui tem sinal wireless! Vou conseguir falar com a base!”

Acordei.